Cante o que te toca, toque com a tua verdade

A virtude eleva um homem
A um estado imaculado.
Os anos que lhe somam
São os anos que lhe passam,
Que se passam por anos
Ditos iluminados.

A idade que lhe monta
Faz pesar o fardo.
Rosto castigado.
Corpo fatigado.
Cabeça de gado.
Elevado
Em estado de graça.
(Nome e sobrenome
Limpos na praça)

“O que vou fazer agora?
O que vou fazer amanhã?”

Olha o horizonte à tarde,
Não consegue ver o sol
E disfarça.
Sorriso amarelo faltando dentes.
Mas não pode esconder a vergonha
Da dúvida que foi sua vida.

Não se encontra mais entre sua gente.
Não consegue se esquecer numa risada.
Não se permite cometer pecado.
(Um pecado!)
Não se acha justo.
Não se perdoa
Por ter se perdido
Nas coisas do mundo.

“O que vou fazer agora?
O que vou fazer amanhã?”

Busca certo alívio
Ao se lembrar tal frase,
Que o trabalho dignifica o homem.
Deveria então estar tranquilo.

Virtude será morrer em paz
Consigo.
Pois Deus já lhe conhece bem demais.
(Contrito)

A vida: seu preparo para a morte.
Com sorte, sem dor
Maior do que a que lhe corrói.
Que é mais
Do que apanhar diariamente;
Do que foi perder seus dentes.
Seu fracasso:
Ter acordado tardiamente.
(Ou estava escrito?)

Já não mente a verdade.
Busca outras virtudes como passe,
Sua moeda para a volta,
Pois a ida é o que lhe aguarda,
Sem alarde.
Sua oração é um mantra:
A palavra paz.
(Suave…)
Já que em verdade,
Em verdade vos digo,
Nunca lhe existiu felicidade,
Amigo.

“O que vou fazer agora?
O que vou fazer amanhã?”

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