Namorada da noite, mas se diz hétero.
Ela diz que artigo não define gênero.
A noite realça seu vestido brilhante
E faz dos seus olhos muito mais cintilantes.
Carícia em seus cabelos de uma brisa devota.
Mesmos anseios, noite nada monótona.
Um triângulo se forma nas curvas dos becos.
Num salto bem top, ela é quem dá as notas.
Assume seu posto de femme fatale.
Redefine seu gosto na preferência da hora.
O que lhe cai bem em qualquer ambiência
É o que faz mais viva a noite que se apresenta.
E mais uma vez
Se supera e vai além.
Por sobre e adentro – meia luz nos labirintos
Das bocas que se unem junto com a boca da noite.
E se retorcem e se mesclam sem delitos.
Mas não é inédito o fato de haver tanta luz
Nos olhos de quem se deleita, se traduz,
Se solta, se engole, se funde, se conduz.
Indo além,
Mais uma vez ela é três.
Sem qualquer pudor
As estrelas rabiscam um céu de gozo pleno.
E não há versos que descrevam
Os espasmos da lua, toda cheia.
Quantas vezes
Tudo se resume em três.
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