Não quero ser teu cacto
Não merece me ver com os olhos
Já que não me verá com tato
A luz e o calor me encorajam
Você traz nuvens densas
(Eu) ainda repleto de lágrimas
Te feri no meu auge
Só a terra me cinge
Bordas separam hoje
Quando o ontem urge
Mas não posso ser melhor
Ainda que haja amor
E há
A noite cairá
Esteja pronta quando amanhecer
A vida é assim
Novos ares: Sangra em teu jardim
Ser cacto
É sensato conforme sua natureza
Não mereço ser teu cacto
Destoa da tua beleza egoísta
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